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FIDIC

FIDC — Fundo de investimento em direitos creditórios

O FIDC, sigla para Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, é uma união de diversos investidores que realizam um investimento comum para todos. Bastando destinar uma parcela acima de 50% do seu patrimônio líquido para aplicações em direitos creditórios.

Esse investimento é classificado como renda fixa, fundamentados sob a forma de administração aberta, em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas frações de acordo com o disposto na norma do fundo, ou fechada, em que as cotas são resgatadas na conclusão do prazo de duração do fundo, de cada série ou classe de cotas conforme disposição.

Os direitos creditórios que constituem a carteira de ativos de um FIDC, são oriundos dos créditos que uma entidade tem a receber, como duplicatas, cheques e demais. Por exemplo, a empresa comercializa um produto a prazo para um cliente através de cartão de crédito e estes recebíveis podem ser cedidos para um FIDC na forma de direitos creditórios, permitindo à entidade antecipar o recolhimento destes recursos em troca de um desconto que remunera os investidores do fundo.

Os valores originados de transações concretizadas nos segmentos financeiro, mercantil, fabril imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, na modalidade de recebíveis, podem se converter em ativos de um FIDC e os investidores, que adquirem suas frações ficam indiretamente expostos ao resultados e riscos de tais recebíveis.

O que são Direitos Creditórios?

Direitos Creditórios são direitos derivados dos valores que uma empresa tem a receber, tais como cheques, duplicatas ou parcelas de cartão de crédito, alugueis e outros. Resumidamente, eles funcionam como uma conversão de dívidas em títulos, estes podem ser vendidos a terceiros, através de um procedimento chamado securitização.

Uma maneira simples de entender o assunto são as compras a prazo. Supondo que você comprou uma TV para pagar daqui a 30 dias. A loja fica com o direito de recuperar esta quantia no prazo combinado mas, para se quiser antecipar o recebimento, ela pode converter a sua dívida em título negociável, por meio da cessão de direitos creditórios. Então um investidor adquire o direito creditório, pagando à loja antecipadamente. Quando você realizar o pagamento, o dinheiro vai para o investidor, em vez da loja. Em troca a loja abre mão de uma porcentagem do valor, e este será o lucro do investidor.

Se a rentabilidade for inferior à prevista, os cotistas terão sua rentabilidade fixa assegurada e os cotistas subordinados receberão o que sobrou dos lucros.
Porém, se a rentabilidade for maior que o previsto, os cotistas subordinados terão uma rentabilidade superior a dos cotistas , pois estes continuarão com a mesma taxa fixa acordada.

Vantagens do FIDIC

Os fundos podem ser negociados no mercado secundário.
As classificações de risco são feitas por agências de rating.
É possível contratar consultores para avaliar os recebíveis antes de compor os fundos.
Muitas vezes a rentabilidade se torna superior a 120% do CDI.
É uma opção para diversificação dos investimentos.

Desvantagens do FIDIC

O investimento exige que os investidores sejam qualificados e profissionais.
Não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Valor mínimo  a partir de 25 mil reais, o que torna um valor inicial relativamente alto. Valor definido pela CVM.
A liquidez é relativamente baixa.
O risco pode ser maior que alguns investimentos, pois se trata de uma aplicação em créditos.
As taxas de administração são consideradas altas.

Riscos do FIDC

Existe a possibilidade dos consumidores atrasarem o pagamento ou até mesmo não efetuarem o pagamento, acarretando em diminuição de ganhos.
Por se tratar de um investimento pouco comum no mercado, existe o risco de não existir demanda pelas cotas.

Avalie sua necessidade com um especialista da Hoome Credit.

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